Temporal



Raios e trovões iluminavam e sonorizavam o meu medo
Meu corpo molhado pesava e dificultava o meu caminho
As árvores e os arbustos, antes perfeitos, como obras de Deus,
não passavam de esculturas sombrias naquela noite sem vida.
Não sabia se chegaria; não sabia se conseguiria vencer a água que caía.
Fora tudo de repente. Sem sinais. Sem aviso prévio.
Andava, parava, corria, escorregava e caía.
O que antes estava tão próximo as minhas mãos, ao meu corpo,
agora se encontrava distante, longe de meus olhos.
Raios e trovões iluminavam e sonorizavam o meu medo.
A chuva, insistente, lavava a minha pele, limpava a minha alma.
Aprontava-me, certamente, para o outro dia.
Um dia de sol e brisa.



Paulo Francisco

6 comentários:

  1. Anônimo00:50

    Oi Paulo,você enfrentou uma tempestade,mas não conseguiu chegar! Sei o seu medo está sempre adiando.
    Quem sabe um dia você consegue...
    Beijinhos.

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  2. Olá, Paulo
    Poema profundo e não há nada como um dia após o outro... Tudo muda...
    Abraços fraternos de paz e bem

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  3. de passagem e correndo para não me molhar na chuva ou me respingar de seus medos.beijos

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  4. de passagem e correndo para não me molhar na chuva e me respingar de seus medos. beijos

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  5. Anônimo13:12

    LINDO POEMA! PARECE QUE ESTAVA INDO AO ENCONTRO DE ALGUÉM,MAS NÃO CONSEGUIU CHEGAR,E MARCOU PARA OUTRO DIA!
    GOSTEI...

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  6. Anônimo20:30

    Se fosse verdade que existe chuva de felicidade, eu pediria com toda a minha fé que o céu despejasse em você uma chuva abundante de FELICIDADE... Que o seu dia seja regado a fortes emoções e que o final de semana seja recheado de coisas boas.
    Beijinhos Nelma Ladeira.

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