MÚLTIPLA



Banhou-se como se fosse o último
acariciou-se como se fosse seda
aprontou-se como se fosse a noiva
e no jardim de flores amarelas
ela rodopiou como se fosse Cigana
a seduzir Dom José...
e na chegada da lua, despiu-se de Carmem
vestiu-se de seda e dormiu o sono eterno
como se fosse Madame Butterflay.

7 comentários:

  1. Metamorfoses? Não! Sinto como se fossem as etapas de vida de uma mulher...nascer, crescer,...amar,...morrer,...
    Abracinho meu!

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  2. Ritmo,beleza e sensualidade!
    Beijo.
    isa.

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  3. Maravilha de multiplicidade! um lindo domingo,abraços,chica

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  4. A multiplicidade é o que encanta, cria muitas possibilidades

    Beijos, Paulo!

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  5. Como se fosse a última coisa a fazer
    Banhou-se, acariciou-se e aprontou-se como se fosse noiva.

    Uma ideia poética com musicalidade e movimento.

    Agradeço a passagem no lidacoelho.
    Voltarei a passar por aqui e iremos encontrar-nos, nestas trocas de ideias e construção.

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  6. adorei as imagens e as referências.. rsrs
    Beijo, bom domingo ^^

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  7. Belíssimo poema de inspirarão múltipla a partir da música do Chico e passando pela intensidade de Carmem a dramaticidade de Madame Butterflay.

    Beijos,beijos

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