O vento invadiu o meu quarto com sopros suaves e gelados.
Despertou-me lentamente do meu sonho inocente.
Empurrou para dentro da cela, cegando-me, o brilho do sol.
O vento e o sol engolfaram-se casa a dentro, invadindo o meu
íntimo.
Tornei-me, então, refém da claridade imposta.
Levantei-me para a árdua tarefa de encarar a vida.
O sol e o vento chegaram ressuscitando-me o dia.
Paulo Francisco