MUTANTES


















Eu?
Eu estou por aí, andando de bobeira
vendo revoada de passarinho
escutando o chuá da cachoeira
lendo um livro
¨vendo a vida passar sem pressa¨
Aqui estou...
Pra que correr? Se tenho colo
aconchego, cafuné - o dia inteiro
Virei índio - agora, tenho um novo amor
Eu?
Estou aqui amando de verdade
não sou mais forasteiro - virei cancioneiro
Canto de graça - com graça para o meu bem-querer
Eu?
Estou vivo - não mais aflito
deixei de ser esquisito - não sou mais sofredor
Sou vencedor!
Eu?
Eu estou aqui aproveitando a natureza
sei que será brabeza, terei que trabalhar
depois de um final de semana prolongado.
Mas a vida é assim: um dia se ganha, no outro também
Volto pra casa bem humorado - tenho o meu ninho construído
E é nele que gosto de estar.

Paulo Francisco



6 comentários:

  1. BOA TARDE, QUERO FICAR ASSIM, GANHANDO CAFUNÉ!!
    PARABÉNS PELO TEXTO.
    UM ABRAÇO

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  2. Ahhhhhhhhhhh é assim mesmo a vida: Como um sonho, de repente, na hora do melhor a gente acorda.
    Eu acho que a semana deveria ser de trabalho sábado e domingo e folga os outros dias, pois a vida é tão curta e a gente perde muito tempo sem ver a revoada de pássaros, sem ouvir o som da cachoeira, sem amar de verdade a nós mesmos. Estou pra fazer isso Paulo, qualquer hora eu chuto o pau da barraca e vou viver de brisa fresca e mata virgem (onde nao tenha cobras e nem onças).
    Bom final de feriado, hora de sair do automático meu amigo.
    Beijokas doces.

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  3. Meu querido amigo

    Como sabe bem ficar assim...apenas sentindo a vida e amando o amor.

    Deixo um beijinho
    Sonhadora

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  4. Que bom, aproveite, estou precisando de momentos assim na minha vida, bjos, boa semana.

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  5. Nessa vida corrida, seu poema biográfico é o sonho de todos.

    Abraços.

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  6. Tambem estou de bobeira, fazendo o que? Escrevendo, lendo, passeando por entre os blogs., adoro por demais! Paro aqui e fico entre devaneios, lendo e relendo, tentando decifrar o que realmente se esconde por detras destas linhas, tentar ler-te por entrelinhas, afinal, ai esta o misterio de teus versos, tentar descobrir o real ou o ficticio...Abraços!

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