Contradição







Na urbanidade estabelecida, há ainda, a ruralidade florida
- transição de comportamento naturalmente vivido.
Buzinam-se os carros - cantam os pássaros
Correm os homens –  voam as esperanças.
À ruralidade invadida, nascem, a cada dia, pilares gigantes
morre, todos os dias, um tronco naturalmente bronco.
Aos olhos nativos – beleza
Aos olhos estrangeiros- tristeza.
Para a urbanidade invasora, a natureza reclama febril.
Chorosa, definha-se a cada segundo – perde o seu encanto.
Na urbanidade arrebatadora, o homem pensa que ganha
– mas quem perde é a criança.

2 comentários:

lis disse...

Ah o campo!
a falta que me faz!
Lindo poema Paulo
que bom te-lo de novo.

Mariseven Zanon disse...

Perdemos todos. Adoraria morar em um sítio, mas não muito longe da urbanidade, é que sou bipolar (rss). Um beijo pra ti.