Calmaria

Às vezes, minhas cores ficam claras
e neste meu céu de outono, encontro gaivotas
agitadas
agitadinhas
dançando pras ondas
querendo brincar
quase sempre, elas furtam minhas cores
brincam de esconde-esconde
deixam-me bobo de desejo
querendo namorar
De quando em quando, minhas cores
são furtadas por gaivotas agitadas
agitadinhas
que gostam de brincar
e neste tempo de mar calmo
eu, um montanhês nato,
fico a olhar para a planície
querendo viajar...
não sei se vou de trem
não sei se monto uma caravana
atravesso desertos e montanhas
ou se pego carona nas asas das
agitadas gaivotas que de quando em quando
vem me visitar.

5 comentários:

  1. As minhas cores agora sao mais brilhantes :D

    ResponderExcluir
  2. Eu pegaria "carona nas asas das agitadas gaivotas..."
    Um abração!

    ResponderExcluir
  3. Voando, claro Paulo!
    BeijoOOOOO

    ResponderExcluir
  4. Boa noite, Paulo.
    Faça o que pedir o seu coração, seja na calmaria ou agitação, o que importa é viajar em nossa alma sempre tão intensa.
    Adoro teus poemas.
    Tudo de bom.
    Beijos na alma.

    ResponderExcluir
  5. Olá Paulo, voltei a visitar amigos!
    As cores, sempre as cores da vida, que mexem comigo...
    Viagens que se fazem mesmo que o corpo fique quedo... o poema não pode ficar prisioneiro na alma do poeta, esta partilha não tem preço!
    Deixo-te um abracinho

    ResponderExcluir